Daqui a exatos sete meses, os eleitores gaúchos vão às urnas definir o próximo governador, que ficará até 2030 no Palácio Piratini. A mudança, ao menos de nome, é garantida. Isso porque Eduardo Leite (PSD), eleito em 2018 e reeleito em 2022, não pode disputar um terceiro mandato.
Até o momento, cinco nomes despontam como pré-candidatos ao cargo: Edegar Pretto (PT), Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB). Ernani Polo (PP) e Evandro Augusto (Missão) retiraram suas pré-candidaturas e, até o fechamento desta edição, não anunciaram suas composições para o pleito do dia 4 de outubro.
Seguindo a tendência do campo ideológico, PP e Missão devem apoiar a pré-candidatura de Luciano Zucco, com anúncios ainda no mês de março. O deputado federal já conta com apoios importantes, como o Novo, que vai indicar Marcel Van Hattem ao Senado, e o Republicanos, que fez seu comunicado na segunda-feira (2).
No outro lado do campo ideológico estão PT e PDT. Ambos os partidos apresentaram nomes para concorrer: Edegar Pretto e Juliana Brizola. No entanto, há possibilidade de composição entre as siglas, aliadas no governo federal, com aliança confirmada em busca da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência da República.
As negociações incluem o alto escalão dos petistas, podendo incluir o próprio Lula. O PDT busca o apoio dos petistas em alguns estados, entre eles o Rio Grande do Sul.
O PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, que participa da base governista no RS desde 2014, com José Ivo Sartori (MDB), deve desembarcar do governo Eduardo Leite ainda nesta semana. A tendência foi confirmada pelo ex-deputado estadual Beto Albuquerque durante evento da pré-campanha de Edegar Pretto.
Segundo Albuquerque, os socialistas vão integrar uma frente ampla de esquerda ao lado de PT, PCdoB, PV e Psol.
Já o MDB, do vice-governador Gabriel Souza, que viu o PP, Republicanos e PSB optando por outras opções, garantiu a aliança com o PSD de Eduardo Leite. O ato de filiação da secretária de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas, que deixou o PSDB para assinar ficha no PSD, mostrou a unidade do partido governista com Souza, presente no ato.
Assim como o PT, os emedebistas também tentam atrair Juliana Brizola e o PDT para a chapa majoritária. Por enquanto, não há definição sobre as vagas do Senado, que podem ser destinadas a aliados.
O PSDB aposta em Marcelo Maranata, prefeito de Guaíba e recém-filiado ao partido, para tentar retomar o protagonismo no cenário político regional e nacional. A sigla engatou três mandatos no governo do Estado durante os últimos anos, duas vezes com Eduardo Leite (que trocou os Tucanos pelo PSD) e Yeda Crusius.
Pré-candidatos
Edegar Pretto (PT) – O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi 3º colocado nas eleições de 2022 e ficou de fora do 2º turno. Pré-candidato pela federação que conta com PT, PCdoB e PV, já garantiu o apoio do Psol, que indicou Manuela D’Ávila para compor a disputa pelo Senado ao lado de Paulo Pimenta. Busca o apoio do PDT e sonha com Juliana Brizola para ser vice-governadora.
Gabriel Souza (MDB) – Vice-governador, o emedebista conta com a renúncia de Eduardo Leite, que pode concorrer ao Senado ou à presidência da República, para terminar o mandato atual como governador. Apesar da situação implicar uma impossibilidade de futura reeleição, daria mais visibilidade a Souza, que tem pouca rejeição nas pesquisas. Perdeu o apoio de PP, Republicanos, PSB e tenta atrair Juliana Brizola e o PDT.
Juliana Brizola (PDT) – Ex-deputada estadual, busca viabilizar o nome para concorrer ao Piratini e repetir seu avô, Leonel Brizola, que foi governador. Pré-candidata pelo PDT, tenta convencer o PT a abrir mão da cabeça de chapa e indicar Edegar Pretto ao cargo de vice-governador. Para isso, conta com o lobby do presidente nacional Carlos Luppi junto ao presidente Lula. Recentemente, os três se reuniram no Palácio do Planalto.
Luciano Zucco (PL) – Deputado federal e aliado de Jair Bolsonaro (PL), Zucco garantiu dois apoios considerados fundamentais para o projeto eleitoral da direita em 2026: Republicanos e Novo. Marcel Van Hattem foi indicado pelo Novo como pré-candidato ao Senado, enquanto o Republicanos ficará responsável pela coordenação da campanha. Com a saída de Ernani Polo da corrida eleitoral, o PP pode indicar o vice na chapa majoritária.
Marcelo Maranata (PSDB) – Prefeito de Guaíba, na região metropolitana, Maranata trocou o PDT pelo PSDB com a promessa de concorrer ao Piratini. Pré-candidato, pode compor alguma chapa majoritária ou tentar atrair outros partidos de centro para a composição de uma alternativa entre Pretto, Zucco, Juliana Brizola e Gabriel Souza. Por enquanto, foi o primeiro a anunciar uma pré-candidata a vice-governadora. Trata-se da produtora rural Betty Cirne Lima, subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Encontro nesta sexta-feira na Famurs
Edegar Pretto, Tenente-Coronel Luciano Zucco, Juliana Brizola, Gabriel Souza e Maranata têm encontro marcado nesta sexta-feira (6) no litoral norte. Os pré-candidatos participam de painel na Assembleia de Verão da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), em Torres.
O painel será dividido em três blocos. No primeiro, os pré-candidatos têm até cinco minutos para apresentar as ideias de governo. No segundo, cada participante recebe uma pergunta sorteada na hora, com três minutos para resposta. Por fim, os convidados fazem suas considerações finais em até dois minutos. Não haverá perguntas entre os pré-candidatos.
Os questionamentos serão elaborados pela Famurs a partir de sugestões enviadas pelas 29 associações regionais de municípios.
ABC Mais
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