Economia
Foto: Divulgação

Um alerta para as bombas… de combustíveis. Em uma mudança clara e forte de discurso voltada ao mercado, o presidente Jair Bolsonaro avisou, na sexta-feira (22), de que um novo reajuste dos combustíveis pela Petrobras é “iminente” e, ontem, alertou que ele ocorrerá nesta semana. Deixou claro que não fará intervenção nos preços, afirmando que congelar preços é pior depois e que o governo pagaria pela interferência na estatal. Até mesmo porque se ele mantivesse a intenção de mexer na política de preços, o câmbio ficaria ainda mais estrangulado, provocando novo aumento. E aí, como se sabe, o impacto não é só nos combustíveis. 

A alta do dólar e do petróleo deixa a gasolina nas refinarias daqui 20% defasada em relação ao Exterior. Em tempos normais, a estatal não deixaria passar de 15% sem aumentar, mas os combustíveis estão estrangulando a inflação.

Quando aumenta o preço na bomba, tem elevação da carga tributária. Com o maior peso e por mais que não tenha elevação de alíquota, o ICMS a ser recolhido é calculado em cima do preço de pauta, que é atualizado conforme variam os valores cobrados nos postos de combustíveis. De tributos federais, a gasolina ainda paga Cide e PIS-Cofins.

Para novembro, ainda há a pressão das cotas que a Petrobras estabeleceu às distribuidoras porque encomendas superaram capacidade de produção. Se as empresas tiverem que importar combustíveis, ele virá ainda mais caro.

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Giane Guerra – Colunista de Gaúcha ZH