Saúde
Repasses insuficientes levaram hospital a devolver o SAMU. Foto: Arquivo/TP News

Após dois meses do encerramento dos serviços do SAMU, dois projetos do executivo municipal deverão ir à votação na sessão desta segunda-feira, 23, na Câmara Municipal de Três Passos. No dia 24 de julho, o SAMU deixou de atender uma população de mais de 55 mil moradores em sete municípios da Região Celeiro.

Um dos projetos autoriza a contratação emergencial de seis condutores de ambulância e seis técnicos em enfermagem, para atuarem junto ao Programa Samu/Salvar. A carga horária será de 36 horas semanais, o vencimento mensal dos técnicos em enfermagem socorristas será de R$ 1.567,81 e dos profissionais condutores de ambulância será de R$ 1.265,63.

O outro projeto autoriza o Poder Executivo a firmar convênio de cooperação mútua intermunicipal com os municípios que integram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/SALVAR 192). O objetivo é retomar os serviços do Programa Samu/Salvar por meio de convênio, a ser assinado entre os Municípios de Bom Progresso, Esperança do Sul, Tiradentes do Sul, Humaitá e Sede Nova.

O SAMU/SALVAR foi desativado após o Hospital de Caridade devolver a gestão à prefeitura, que repassava apenas R$ 1.050,81, valor que somado com os demais municípios conveniados, Esperança do Sul, Humaitá, Sede Nova e Tiradentes do Sul, chegava a 2.886,07 mensais, e aos R$ 23.000,00 do Estado e do Governo Federal, causaram um déficit ao hospital de mais de R$ 800.000,00 em 10 anos.