Estado
Foto: Jornal do Comércio

Um grupo de pais e representantes do Movimento Lugar de Criança é na Escola realizou protesto na tarde deste domingo, 25, em Porto Alegre, em frente da casa da juíza que decidiu por suspender a volta das aulas presenciais, conforme liminar. O Estado, através da Procuradoria, ainda procura reverter a decisão.

O que diz o Cpers

Eduardo Leite é responsável direto pelas ameaças sofridas e pelo ato descabido em frente à casa da juíza Cristina Luisa Marchesan da Silva, neste domingo.

Não fosse a gambiarra do seu decreto, ilegal desde a primeira tinta, a magistrada não precisaria se expor para dizer o óbvio e virar alvo, novamente, de tresloucados negacionistas.

Está claro. O govenador e sua PGE atropelaram uma ordem judicial para atender a interesses privados de uma parcela da sociedade e colocaram em risco o equilíbrio entre os poderes e a segurança da magistrada.

Nós, educadores(as), acostumados, mas jamais conformados, com a violência que impera contra a nossa categoria, prestamos solidariedade à juíza e repudiamos a irresponsabilidade do governador.

O que diz a PGE

O chefe da PGE, procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, falou a GZH sobre as manifestações realizadas durante a tarde em Porto Alegre contra a decisão da magistrada — foi feito um buzinaço em frente ao prédio onde mora a juíza. Segundo ele, o órgão não compactua com esse tipo de ato e afirma que está trabalhando pelos meios jurídicos.

O que diz a Ajuris

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) divulgou uma nota sobre a manifestação, dizendo que “prática que está se tornando rotineira em Porto Alegre: a ameaça a juízas e juízes em suas residências por conta de decisões tomadas no âmbito de suas atribuições profissionais”. O texto assinado pelo presidente da entidade, Orlando Faccini Neto, afirma que “tal tipo de protesto é um despropósito, uma violência moral que põe em risco não apenas a magistrada, mas também sua família”.

O que diz o TJ RS

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul divulgou em nota que “não admitirá quaisquer ameaças a seus magistrados e vai adotar todas as medidas legais cabíveis para coibi-las, nos termos da lei”.

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