Saúde
Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (29) é lembrado o Dia Mundial do AVC (acidente vascular cerebral) – ou derrame, como é popularmente conhecido. O mal é uma das principais causas de morte  entre a população adulta no Brasil , segundo o Ministério da Saúde. Por isso, é fundamental saber reconhecer seus sintomas e identificá-los a tempo de evitar consequências graves.

De acordo com o neurologista da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Ricardo Santin, pedir para uma pessoa que possivelmente esteja sofrendo um AVC levantar os braços, sorrir e falar frases simples facilita a identificação do problema. Isso porque o derrame causa fraqueza, formigamento e adormecimento em determinadas partes do corpo, falta de coordenação e equilíbrio, forte dor de cabeça, dificuldade para falar ou entender o que é dito, além de outros sintomas que a impediriam de realizar essas ações.

Santin explica que, se a pessoa apresentar queda facial (ao tentar sorrir, os lábios ficam tortos), debilidade dos braços (não consegue levantá-los) e fala anormal (enrola as palavras), o risco de que ela esteja sofrendo um AVC é de 72%.

– Quanto mais rápido as vítimas do AVC chegam ao hospital, melhor respondem ao tratamento. O medicamento pode ser fundamental para que fique sem sequelas, e isso pode mudar a vida de uma família inteira – alerta Santin.

O que é o AVC

Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, que acontece quando um dos vasos cerebrais é rompido, ocasionando sangramento em algum ponto do cérebro; e o isquêmico, que ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de sangue para as células cerebrais.

O tratamento é diferente para cada um dos casos. Quando se trata de um AVC hemorrágico, é feito um processo para a redução da pressão, fator que agrava a situação. Pode ser necessário realizar um cirurgia. Já o AVC isquêmico, que representa 85% dos casos, é tratado com medicamentos que dissolvem o coágulo que está impedindo a circulação.

A  coordenadora do Programa de Neurologia Vascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre Sheila Martins explica que a ida imediata ao hospital é fundamental em ambos os casos.

– Quando o medicamento é administrado até uma hora após o início dos sintomas, a chance de não apresentar sequelas é de 80%. Quando o tempo ultrapassa quatro horas, o índice cai para 40% – explica a neurologista.

Pressão alta, diabetes, colesterol elevado e tabagismo aumentam o risco de AVC.

– Todos estes fatores podem ser modificados, e a mudança de pequenas atividades diárias podem ser determinantes para que o problema seja evitado – diz a neurologista.

Pessoas de qualquer idade podem ser vítimas do problema, até mesmo crianças e bebês. Porém, o AVC é mais comum após os 65 anos. Quem tem histórico na família deve procurar um médico previamente para fazer avaliação e identificar os fatores de risco. A preocupação deve ser ainda maior quando o problema for registrado em familiares mais jovens, em torno dos 40 anos – nesses casos, a causa do problema pode estar relacionada a fatores genéticos, e não externos.

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GZH