Educação
Foto: Reprodução

A expectativa de que o governo do Estado envie à Assembleia Legislativa um projeto de reajuste de 31,3% para os professores repercutiu entre os deputados e a categoria. O salário dos professores do Rio Grande do Sul está sem reposição há sete anos. O reajuste de 31,3%, que deve ser enviado ao Parlamento gaúcho contempla o reajuste no piso salarial profissional nacional.

A presidente do Cpers, Helenir Schürer, se manifestou sobre o reajuste. A líder sindical enfatizou o congelamento do salário da categoria por sete anos e falou sobre a importância de os funcionários das escolas serem incluídos na proposta de reajuste.

“Estamos nessa campanha salarial pelo reajuste de 31,3%, que é o reajuste do piso salarial profissional. Também estamos pedindo o mesmo reajuste para os funcionários de escola. Somos uma só categoria, que faz a educação acontecer. Então, espero que o governo encaminhe não somente o reajuste para os professores, mas também para os funcionários. Necessitamos urgentemente desse reajuste, porque já estamos há sete anos sem absolutamente nada de novo no contracheque”, ponderou Helenir.

A deputada estadual Sofia Cavedon (PT) – que é professora – comentou sobre a luta pela reposição da inflação, que, de acordo com ela, desvalorizou quase 50% do poder de compra dos salários dos professores e funcionários das escolas (47,8%, conforme medição do INPC). Segundo Sofia, a possibilidade de um reajuste de 31,3% não recuperaria as perdas inflacionárias de todos esses anos.

“Esperamos que o governo honre esse reajuste já que prometeu isso ao achatar as carreiras, retirar gratificações e aumentar desconto da Previdência de aposentados”, desabafou Sofia.

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Issur Koch (PP) – que também é professor – considerou a possível a recomposição salarial como uma maneira de valorizar a categoria e dar mais qualidade de vida para a sociedade, uma vez que os serviços públicos são prestados por funcionários públicos, como os professores. Issur acredita que a proposta deva ser votada até o início de 2022.

“Há um anúncio do governo que, de acordo com o repasse do Fundeb, o reajuste para os professores, de 31,3%,  deve chegar a essa casa para ser votado nos próximos dias. Se não nesse ano, no início de 2022. É uma importante reposição das perdas por mais de sete anos”, alegou o deputado.

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Jornal do Comércio