Economia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O relator da Medida Provisória (MP) 889/2019 que criou as novas modalidades de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), propõe agora aumentar o valor disponível para retirada de cada conta vinculada, seja ela ativa (atual emprego) ou inativa (empregos passados), de R$ 500 para R$ 998, ou seja, um salário mínimo.

O texto, lido pelo relator nesta semana, precisa ainda ser aprovado por comissão mista de deputados e senadores para que passe a valer e aumente o valor para saque do FGTS . A nova regra sugerida valeria para todos os trabalhadores com até R$ 998 na conta vinculada do Fundo até 24 de julho, dia em que foi publicada a MP.

Caso a medida seja aprovada e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro , os trabalhadores que se encaixam nos critérios e já sacaram os R$ 500 liberados anteriormente poderiam sacar agora os até R$ 498 que faltam. Segundo o governo, a alteração poderia injetar até R$ 3 bilhões na economia brasileira neste ano.

Para quem tem conta poupança na Caixa Econômica Federal, os R$ 500 foram creditados automaticamente. Além disso, já começou o calendário de pagamentos do FGTS para os demais trabalhadores.

Os membros da comissão que tratou do relatório da MP chegaram a acordo para que o texto que aumenta o valor dos saques do FGTS seja votado na próxima terça-feira (5). Além de aumentar o limite para resgate, Motta propõe que as doações feitas com dinheiro do Fundo a programas sociais habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, sejam limitadas.

Economia – iG