Saúde
Foto: Reprodução

Conhecida popularmente como gordura no fígado, a esteatose hepática tornou-se uma epidemia global, com incidência que saltou de 25% nos anos 1990 para 38% atualmente. Na América Latina, o quadro é ainda mais alarmante: 44% da população adulta convive com a condição, que pode evoluir para cirrose e câncer. A mudança no estilo de vida é apontada como principal causa desse crescimento preocupante.

Desde 2023, a doença recebeu nova nomenclatura: MASLD (doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica). O termo reflete sua relação direta com obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e alterações nos níveis de colesterol.

Entre 12% e 40% dos casos podem evoluir para inflamação (MASH), sendo que 15% a 25% desses pacientes desenvolvem cirrose, muitas vezes necessitando de transplante.

“O fígado se regenera, mas as cicatrizes se acumulam”, explica Jefferson Alves, cirurgião especialista em transplante hepático. Ele alerta que os transplantes por esteatose estão aumentando, enquanto os por hepatite C diminuem. O paradoxo é que esses casos seriam evitáveis com diagnóstico precocer e mudanças no estilo de vida.

Receba as principais notícias no seu celular:

https://chat.whatsapp.com/GD1P1RTEpXKIWUSRQLhdsM

Siga-nos no Facebook:

https://www.facebook.com/www.trespassosnews.com.br

DCM