Saúde
Foto: Pexels

Uma análise da Mayo Clinic revelou que o estresse financeiro e a insegurança alimentar são os maiores vilões do envelhecimento precoce do coração, superando fatores clínicos tradicionais como hipertensão, tabagismo ou diabetes. O estudo utilizou inteligência artificial aplicada ao eletrocardiograma para calcular a “idade biológica” de mais de 280 mil pacientes. O algoritmo detectou que o impacto de fatores sociais no coração é superior ao de doenças crônicas, sinalizando riscos que exames comuns nem sempre captam.

A pesquisa demonstrou que a dificuldade financeira e a falta de acesso a alimentos de qualidade aceleram o desgaste cardíaco de forma agressiva em ambos os sexos. Segundo o investigador principal, Dr. Amir Lerman, a medicina precisa olhar para o contexto social do paciente, pois esses determinantes “invisíveis” podem encurtar a vida mais do que os riscos biológicos conhecidos. A IA permitiu identificar que o coração de pessoas sob forte pressão econômica é, na prática, bem mais velho que a idade cronológica delas.

Embora o estudo tenha focado em uma base de dados majoritariamente composta por brancos não hispânicos, os resultados acendem um alerta global sobre a importância de políticas públicas de bem-estar. Identificar o envelhecimento biológico precoce através da tecnologia permite que médicos façam intervenções preventivas antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos. No fim, a estabilidade financeira e a segurança alimentar aparecem não apenas como questões sociais, mas como os melhores “remédios” para manter a saúde do coração em dia.

O Globo

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