Saúde
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O câncer de intestino é o terceiro tipo mais comum no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que mais de 53 mil pessoas serão diagnosticadas com a doença, por ano, até 2028.

Dados do Atlas da Mortalidade por Câncer apontam que mais de 24 mil brasileiros morreram em razão da doença entre 1979 e 2024, conforme os dados mais recentes.Play Video

Apesar da alta incidência, especialistas destacam que o câncer de intestino pode ser prevenido e, quando identificado precocementetem maiores chances de tratamento. Veja algumas recomendações a seguir.

Colonoscopia é a principal aliada na prevenção

De acordo com o chefe do Serviço de Coloproctologia da Santa Casa de Porto Alegre, Daniel Azambuja, a colonoscopia deve ser realizada pela população a partir dos 45 anos para identificar possíveis tumores ou permitir o diagnóstico precoce da doença.

— A maioria dos tumores se originam de pequenos pólipos, que são como pequenas “verruguinhas” no intestino, que não dão sintomas e demoram pra crescer. Se a gente faz o exame e retira estes pólipos, conseguimos prevenir a progressão deles para um câncer de intestino — explica o médico. 

Diferente da mamografia, cuja recomendação costuma ser anual, a frequência da colonoscopia varia conforme o resultado do primeiro exame e o histórico familiar de cada paciente.

Como reduzir o risco de câncer de intestino

Veja as principais recomendações do especialista.

  • Realizar colonoscopia preventiva a partir dos 45 anos, conforme orientação médica
  • Manter uma alimentação rica em fibras e pobre em gorduras
  • Evitar o consumo frequente de alimentos processados e carnes embutidas
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Não fumar
  • Evitar o consumo excessivo de álcool
  • Manter um peso saudável

Alimentação e hábitos saudáveis fazem a diferença

A alimentação também é um dos principais pontos de atenção. Segundo Azambuja, o consumo frequente de alimentos processados e carnes embutidas prejudica o intestino e representa um fator de risco comprovado para o câncer.

— Isso é um fator de risco comprovado para câncer de intestino. 

Desde 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica carnes embutidas como salsicha, linguiça, bacon e presunto, no Grupo 1 de carcinogênicos. Isso significa que há evidências suficientes de associação entre o consumo desses alimentos e o aumento do risco de câncer, assim como ocorre com o tabaco.

— Hábitos saudáveis são fundamentais para a gente prevenir o câncer de intestino, como dieta balanceada, rica em fibras e pobre em gorduras e exercícios físicos regulares — destaca o coloproctologista.

Além disso, o médico alerta para outros fatores que aumentam o risco da doença:

  • consumo excessivo de carne vermelha
  • tabagismo
  • consumo de álcool
  • obesidade

Sintomas para ficar de olho

Daniel Azambuja explica que os sintomas do câncer de intestino costumam ser discretos e podem passar despercebidos. Por isso, é importante ficar atento a qualquer alteração no funcionamento do intestino e a sinais como:

  • Sangue nas fezes
  • Desconforto abdominal
  • Emagrecimento fora do normal

Segundo o especialista, até mesmo mudanças que aparentam ser positivas devem ser investigadas.

Os sinais descritos pelo especialista ainda são subestimados por parte da população. Uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center, realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, mostrou que moradores da Região Sul são os que menos reconhecem a gravidade de sintomas, como sangue nas fezes e alterações prolongadas no funcionamento do intestino. 

Ainda assim, o levantamento aponta que a região registra o menor percentual de pessoas que não tomam nenhuma atitude diante desses sinais, reforçando a importância de procurar avaliação médica ao notar qualquer alteração.

— O mais importante é prestar atenção em qualquer alteração do funcionamento do intestino, mesmo que seja uma alteração pra melhor. Por exemplo o paciente sempre foi constipado e começou a evacuar melhor. Isso também é uma mudança no seu normal e merece ser investigada — destaca Azambuja.

Gaúcha ZH

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