Saúde
Foto: Reprodução

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) pode ter dado o passo mais próximo até hoje da cura da calvície. Após mais de uma década de estudos, cientistas identificaram uma molécula chamada PP405 que, ao ser estimulada, acorda folículos capilares adormecidos e faz com que eles voltem a produzir fios de cabelo.

A molécula age inibindo uma proteína que mantém as células-tronco foliculares em estado de dormência. Com essa inibição, as células se reativam, promovendo o crescimento de novos fios, inclusive onde não havia mais nenhum.

Testes clínicos e primeiros resultados

Em testes clínicos de Fase 2 com 78 voluntários (homens e mulheres), a molécula PP405 foi aplicada em forma de medicamento tópico no couro cabeludo por 4 semanas, com acompanhamento por 12 semanas.

Na oitava semana:

  • 31% dos participantes tratados com PP405 apresentaram aumento superior a 20% na densidade capilar;
  • 0% dos pacientes do grupo placebo mostraram o mesmo resultado;
  • O medicamento foi bem tolerado e não apresentou efeitos colaterais relevantes;
  • Não houve absorção sistêmica detectável da molécula no sangue.

Os resultados são considerados promissores, especialmente porque normalmente o recrescimento capilar visível leva de 6 a 12 meses com terapias tradicionais, como finasterida ou Minoxidil.

Potencial regenerativo

Diferente de medicamentos atuais, que apenas retardam a queda ou estimulam fios já ativos, o PP405 promoveu crescimento a partir de folículos inativos — o que pode representar um avanço sem precedentes no tratamento da calvície.

Empresa e próximos passos

Os estudos são conduzidos pela startup Pelage Pharmaceuticals, fundada pelos próprios pesquisadores da UCLA. Com apoio da Google Ventures, a empresa já arrecadou US$ 16,4 milhões para desenvolver o medicamento e buscar a aprovação regulatória.

O composto ainda está em fase de testes e precisa ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Anvisa nos EUA. A Fase 3 dos estudos está prevista para 2026, quando a segurança e a eficácia do PP405 serão avaliadas em uma amostra ainda maior da população.

Se os resultados forem confirmados, o tratamento poderá se tornar o primeiro a regenerar efetivamente o crescimento capilar em larga escala.

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