Saúde
Foto: Reprodução/LA+

O Hospital Divina Providência (HDP), em Frederico Westphalen, enfrenta um cenário de instabilidade após o pedido de desligamento coletivo de 22 médicos que atuam em regime de plantão e sobreaviso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A situação foi confirmada ontem, 17, pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, após reuniões com autoridades municipais e a direção da instituição.

De acordo com as informações, os profissionais devem manter os atendimentos por até 60 dias após o pedido de demissão. Caso não haja acordo nesse período, há risco de interrupção parcial dos serviços, o que pode impactar diretamente o atendimento à população da região.

O Simers aponta que o movimento dos médicos está relacionado à falta de avanços nas negociações com a administração do hospital e do município. Além disso, a entidade menciona a existência de pendências financeiras, com valores atrasados que somariam cerca de R$ 800 mil. Ainda assim, o sindicato ressalta que a questão não se resume apenas aos pagamentos, envolvendo também condições de trabalho e a necessidade de diálogo entre as partes.

Durante agenda em Frederico Westphalen, representantes do sindicato participaram de reuniões com o Executivo municipal, a direção do hospital e vereadores, buscando alternativas para evitar a saída dos profissionais. Uma nova reunião com a Câmara de Vereadores está prevista para os próximos dias, com a expectativa de mediação para um possível acordo.

Entre as propostas apresentadas pelo sindicato está a readmissão de médicos desligados recentemente, considerada essencial para a continuidade das negociações. O Simers reforça que segue aberto ao diálogo e defende uma solução conjunta para garantir a manutenção dos serviços de saúde.

Até o momento, tanto a Prefeitura de Frederico Westphalen quanto a direção do Hospital Divina Providência não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Jornal O Alto Uruguai

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