Saúde
Foto: Reprodução

Pesquisadores perceberam a relação entre o consumo de álcool e o desenvolvimento de câncer. Um estudo, feito pela Universidade Atlântica da Flórida, analisou 62 pesquisas com quase 100 milhões de pessoas e concluiu que até o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco da doença.

Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Felipe Fernandez, existe uma relação direta entre a quantidade e a frequência do consumo de bebidas alcoólicas.

“Existe uma relação de quantidade e frequência do consumo. Desde pessoas que tenham um consumo mais leve e moderado já têm um aumento de câncer. O recomendado é beber a menor quantidade possível e diminuir o consumo geral para cada indivíduo. No entanto, é importante ressaltar que nem todo mundo que bebe vai ter câncer.”

Os tipos de câncer mais associados ao consumo de álcool são os de mama, intestino e fígado. O perigo, porém, não é igual para todo mundo.

Segundo a pesquisa, mulheres, idosos, obesos, fumantes e pessoas que vivem com doenças crônicas ou em situação de maior vulnerabilidade social correm um risco ainda maior, mesmo bebendo menos.

Felipe Fernandez reforça que o principal fator de risco está na quantidade de álcool presente na bebida, independentemente do tipo consumido.

“O que vale é a quantidade de álcool que está dentro da bebida. Não dá para ser seletivo, se é uma cerveja, se é um destilado ou se é um vinho: todos têm risco. Exemplo: a pessoa bebeu 10 cervejinhas — que parece menos — e uma dose muito pequena de destilado. Talvez a quantidade de álcool em um pode ser muito maior do que o volume total da bebida.”

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