Saúde
Foto: Freepik

A menopausa é frequentemente temida pelas mulheres, não apenas pelas implicações da aproximação da velhice, mas também pelos muitos sintomas que traz. Ansiedade, depressão, perda de libido, secura vaginal, ondas de calor, suores noturnos, distúrbios do sono e da concentração são alguns dos problemas, segundo Patricia Magier, ginecologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Lívian Aragão fala sobre bullying na infância e saúde mental no Setembro Amarelo: ‘A opinião dos outros não define quem somos’

Confira: Giulia Costa se emociona ao falar pela primeira vez sobre alcoolismo do pai, Marcos Paulo

“Estes sinais e sintomas podem começar anos antes da menopausa, um período conhecido como perimenopausa, quando há grandes oscilações hormonais, mas tendem a continuar sua manifestação por muitos anos mesmo depois da menopausa”, explica a médica.

“No entanto, outras complicações são potencialmente mais graves do que essas. Há questões médicas envolvidas e um risco aumentado de doenças, por isso não é aconselhável ignorar o tratamento nesse período. Mulheres na pós-menopausa podem apresentar problemas cardiovasculares, diminuição da resistência óssea, ganho de peso, incontinência urinária e aumento da massa gorda”, completa Patricia.

A seguir, a especialista aponta 4 complicações médicas da menopausa:

Doenças cardiovasculares

Em mulheres na menopausa, o risco cardiovascular aumenta, atribuído aos efeitos combinados da vasoconstrição e alterações desfavoráveis no perfil lipídico. “Tanto o AVC (acidente vascular cerebral) quanto a doença arterial coronariana aumentam de 2 a 3 vezes mais do que em mulheres na pré-menopausa. A terapia de reposição hormonal é indicada para prevenir o risco cardiovascular”, explica Patricia.

Osteoporose

A resistência óssea diminui significativamente após a menopausa devido à deficiência de estrogênio, que começa por volta dos 40 anos. “Nessa época, 0,3% a 0,5% dos ossos são perdidos a cada ano, aumentando dez vezes ao longo dos 5 a 7 anos seguintes. Com a queda do estrogênio, há maior reabsorção e menor produção óssea. Além da terapia de reposição hormonal, indicamos exercícios, cessação do tabagismo e suplementação de cálcio”, destaca Patricia.

Incontinência urinária

Mulheres próximas à menopausa podem ter dificuldade para controlar a bexiga, principalmente ao espirrar, tossir, rir ou levantar objetos pesados, com maior incidência de infecções urinárias. “A secura urovaginal também pode tornar a relação sexual dolorosa, levando a uma perda secundária da libido, agravando a redução do desejo sexual devido às próprias alterações hormonais; e as mudanças resultantes no relacionamento podem levar isso a um ciclo vicioso”, ressalta a ginecologista.

Burn-out e afastamento profissional

Os sintomas da menopausa podem afetar o desempenho no local de trabalho. “As ondas de calor, urgência e incontinência urinária, sono insatisfatório, dores de cabeça e enxaquecas, mau humor, irritabilidade, ansiedade ou ataques de pânico, com perda de concentração e memória, são sintomas que afetam a mulher no ambiente profissional. A falta de compreensão dos motivos da deterioração do desempenho ou da necessidade de pausas ou folgas durante esse período pode levar a ações discriminatórias contra as mulheres, o que pode aumentar a pressão sobre ela e causar problemas emocionais ainda maiores que necessitarão de afastamento”, diz Patricia.

A especialista reforça que a terapia de reposição hormonal é importante nesse período e visa não só minimizar os distúrbios causados pelos sintomas da menopausa como também evitar as complicações a longo prazo. “Além de tratar as alterações hormonais em mulheres na menopausa, também é importante incentivar o aumento da atividade física, o consumo de uma dieta balanceada e a modificação de quaisquer hábitos de vida prejudiciais”, finaliza Patricia Magier.

Receba as principais notícias no seu celular:

https://chat.whatsapp.com/FgbjSTIljFc3kF3Od5lWfx

Siga-nos no Facebook:

https://www.facebook.com/www.trespassosnews.com.br

O Globo