Foto: Bruno Todeschini / Agencia RBS
Silencioso, o HPV (Papilomavírus Humano na sigla em inglês) é transmitido durante as relações sexuais e pode causar câncer, em especial de colo de útero. Por isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem vacina para imunização desde 2014.
A doença é o terceiro tumor mais incidente e a quarta maior causa de morte entre as mulheres brasileiras, com cerca de 17 mil novos casos e 7 mil óbitos anuais.
Por isso, o objetivo do Ministério da Saúde é vacinar 90% do público-alvo, composto por meninas e meninos de nove a 14 anos.
Existem mais de 150 variantes do vírus, dos quais os tipos 6, 11, 16 e 18 são os mais comuns e apresentam maior potencial de desenvolvimento cancerígeno. E apesar da repercussão grave mais frequente do HPV ser o câncer de colo de útero, o vírus também pode causar câncer no pênis, ânus, boca e garganta.
Dados do começo de dezembro mostram que o Brasil está próximo de alcançar a meta de vacinação contra o HPV. Em 2023, quase 85% do público-alvo já tinha sido vacinado e, entre os adolescentes com 14 anos, a cobertura passou de 96%.
Já entre as crianças de nove anos, o alcance ainda está aquém do desejado, com menos de 69% deles imunizados. Para isso, é preciso aumentar a imunização nas crianças e adolescentes do sexo masculino: desde 2014, a proporção de meninos que receberam uma dose da vacina foi 24,2 pontos percentuais a menos do que a de meninas.
A vacina contra o HPV tem como foco as duas variantes do vírus que mais resultam no desenvolvimento de algum câncer: os tipos 16 e 18.
No SUS, a dose é não-obrigatória, mas recomendada, e a aplicação se concentra nas crianças e adolescentes. O imunizante estimula o desenvolvimento de anticorpos e, caso ocorra infecção, os casos tendem a ser mais leves e menos perigosos.
Os locais de vacinação pelo SUS incluem unidades básicas de saúde, estratégias de saúde da família e centrais de vacina dos municípios.
O Ministério da Saúde indica a aplicação para os seguintes grupos:
Quem não está nesses públicos e deseja se vacinar tem acesso às doses em clínicas de vacinas privadas e/ou campanhas de vacinação específicas ao tema.
Mesmo sem a vacina, é possível prevenir com o uso da camisinha, uma vez que o vírus pode ser contraído mesmo que não ocorra penetração na relação. Isso porque a contaminação acontece a partir do contato com secreções genitais de alguém já infectado.
— Embora não proteja 100%, a camisinha é uma forma importante de prevenção não só para o HPV, mas para outras Infecções Sexual Transmissíveis. Estas outras ISTs danificam e propiciam o risco de outras infecções, como o HPV — explica Rafaela Rocha, Infectologista do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
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Gaúcha ZH
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