O uso de QR Codes em golpes é uma das táticas usadas para enganar vítimas na internet. A tecnologia foi desenvolvida para ser um “atalho” no acesso a sites e para facilitar pagamentos. No entanto, a manipulação dos códigos é uma tarefa fácil e disseminada em inúmeras fraudes virtuais.
Em uma das modalidades, estelionatários recebem pagamentos de compras, transferências ou doações na internet. A tática foi observada durante a enchente que atingiu o Estado em maio de 2024.
— Os golpistas criam uma página falsa idêntica à de um serviço e colocam um QR Code que leva para realizar o pagamento. A pessoa paga achando que é para uma compra ou doação, mas o dinheiro é enviado para uma conta indevida — afirma o diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil, delegado Eibert Moreira.
Os códigos fraudulentos também costumam ser usados em golpes como o do falso boleto e da falsa cobrança de tributos.
Outra versão do crime é citada pela PC em uma cartilha de alerta para fraudes digitais no Estado: golpistas colam adesivos com QR Codes falsos sobre os originais ou enviam códigos maliciosos.
— Os códigos QR são ferramentas úteis, mas também podem ser facilmente manipulados. Como não é possível visualizar o destino do link antes da interação, os usuários podem ser redirecionados para sites maliciosos sem perceber. Por isso, é fundamental manter uma postura crítica diante de qualquer código que não venha de uma fonte confiável — explica Iskander Sanchez-Rola, diretor de Inteligência Artificial e Inovação na Norton, empresa de cibersegurança.
Segundo Júlio Carnevale de Almeida, coordenador da graduação em Ciência da Computação do UniSenac Porto Alegre, outra versão da prática invade o dispositivo eletrônico da vítima.
— O QR Code pode levar para o download de um aplicativo no celular infectado com um vírus. Após a instalação, ele é capaz de roubar senhas e dados da pessoa — resume.
Por conta das várias abordagens da fraude, os cuidados envolvem um conjunto de medidas de segurança (veja mais dicas abaixo).
A principal é evitar escanear códigos enviados por pessoas desconhecidas, em especial aqueles encontrados nas ruas. Pode ocorrer, por exemplo, que uma campanha publicitária seja fraudada após um criminoso colar um QR Code sobre o original.
— Ao escanear, o ideal é usar aplicativos que mostram o link antes de abri-lo. Suspeite se o endereço é diferente da empresa para a qual você está fazendo o pagamento ou se o domínio é abreviado. Para pagamento com Pix, é importante conferir o nome de quem vai receber o valor transferido. Outra dica é não baixar aplicativos fora das lojas oficiais e usar antivírus — acrescenta o professor Júlio Almeida.
Como se proteger do golpe do QR Code falso
Verifique a procedência e evite códigos desconhecidos
Não escaneie QR Codes encontrados em espaços públicos, que pareçam fora de lugar ou que tenham sido colados por cima de outros códigos. Evite acessar links gerados por códigos recebidos via e-mails, anúncios ou mensagens de fontes desconhecidas.
Confirme as informações com canais oficiais
Quando um QR Code estiver relacionado a solicitações inesperadas, avisos de cobrança ou promoções, confirme a veracidade diretamente com a empresa ou entidade oficial envolvida antes de realizar qualquer pagamento ou inserir seus dados pessoais.
Analise minuciosamente o site de destino
Ao abrir o link do QR Code, examine a URL antes de prosseguir. Verifique se o domínio é confiável, se apresenta o protocolo HTTPS e se exibe o símbolo do cadeado de segurança. Desista do acesso se a página contiver erros, inconsistências ou se solicitar informações sensíveis de forma suspeita.
Desconfie de pressões psicológicas e ofertas exageradas
Fique atento a promessas de descontos mirabolantes ou vantagens exageradas expostas em locais não oficiais. Além disso, adote uma postura cautelosa diante de mensagens que tentem impor senso de urgência, pressão ou consequências imediatas para forçar a sua ação.
Fontes: Serasa, Banco do Brasil e Norton
Gaúcha ZH
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