Uma decisão tomada horas antes de uma viagem acabou mudando completamente o destino de uma família. Cíntia Mara de Almeida Lopes pretendia viajar com o filho, Luiz Artur Lopes, de 7 anos, para Curitiba, mas decidiu permanecer em casa porque o menino estava doente.
A viagem tinha como objetivo levar Luiz Artur ao Hospital Pequeno Príncipe, onde ele faria uma consulta de acompanhamento com um cardiologista. O atendimento era aguardado pela família havia cerca de três anos.
O menino, que completou 7 anos nesta quarta-feira (19), vinha apresentando sintomas desde o fim de semana. Ele estava com uma forte gripe, problemas intestinais e diarreia.
Mesmo com a consulta tão esperada, a mãe entendeu que não seria seguro enfrentar uma viagem longa naquele momento. A família também recebeu a orientação de que o atendimento poderia ser cancelado e que o garoto teria prioridade para uma nova consulta.
Horas depois, a notícia de um grave acidente na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná, revelou a dimensão da decisão. A colisão deixou 23 pessoas mortas.
Se a viagem tivesse sido mantida, mãe e filho estariam justamente na estrada durante o período do acidente.
O que para a família inicialmente foi a frustração de perder uma consulta aguardada por anos acabou se transformando em um enorme alívio. A permanência em casa fez com que Cíntia e Luiz Artur não estivessem entre as vítimas da tragédia.
Banda B/A Rede
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