Segurança
Foto: Divulgação

O caso que chocou o Rio Grande do Sul ganhou um capítulo ainda mais doloroso. Nove dias após a morte de Oliver Golden Grayson, de apenas 3 anos, o corpo da criança permanece no Departamento Médico-Legal (DML/IML), à espera de quem possa autorizar sua liberação para o sepultamento.

A situação ocorre porque os únicos familiares de primeiro grau presentes no Brasil são justamente os pais da criança — ambos presos. O pai, Dandre Jermaine Grayson, confessou à Polícia Civil as agressões que levaram à morte do menino. A mãe, Mayanna Rodgers, responde por suspeita de omissão. Os quatro irmãos de Oliver são menores de idade e, pela legislação, não podem realizar o reconhecimento do corpo.

Sem um familiar legalmente habilitado, o Instituto-Geral de Perícias informou que precisou acionar autoridades consulares, já que o pai é cidadão norte-americano e a mãe possui dupla cidadania, dos Estados Unidos e do Japão. O objetivo é definir quem poderá representar a família e autorizar os procedimentos para o sepultamento. Todos os exames periciais já foram concluídos.

A defesa da mãe pediu autorização para que ela pudesse reconhecer o corpo e participar do funeral. No entanto, a administração prisional manifestou parecer contrário, alegando riscos à segurança devido à enorme repercussão do caso. A Justiça ainda analisa os desdobramentos relacionados ao sepultamento.

A imagem é devastadora: uma criança que sofreu violência extrema em vida permanece, dias depois da morte, sem conseguir sequer o direito ao enterro.

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