Polícia
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A polícia pediu ao judiciário o relaxamento de uma prisão  temporária de suspeito de envolvimento  no sequestro da médica Tamires Gemelli da Silva Mignoni, ocorrido em Erechim, no último dia 16. 

Além da mulher do vigilante, que provou não ter envolvimento com o caso ainda na noite que chegou a Erechim, nesta sexta-feira a polícia gaúcha também pediu ao judiciário o relaxamento da prisão temporária do taxista. Ele teria transportado a mulher suspeita e ainda presa, sem conhecimento do suposto envolvimento dela no caso. Restam na prisão uma mulher e o vigilante bancário.

A operação policial desencadeada em Erechim teve também a participação do serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, que trabalhou com a Polícia Civil e a Brigada Militar.

Na entrevista coletiva os policiais contaram detalhes da operação que culminou com a localização da médica, supostamente sequestrada em Erechim no final da manhã da sexta-feira(16). A polícia também confirmou na coletiva que as investigações ainda não foram concluídas.

O delegado Gustavo Ceccon, contou na coletiva com a imprensa que no dia do sequestro o casal rendeu Tamires quando ela saia da Unidade Básica de Saúde, no bairro Aldo Arioli. Que o casal deixou o carro no bairro Três Vendas e antes de 8h foi de taxi para a frente da UBS esperar  pela saída da médica. Quando ela chegou no carro foi avisada pelo casal que um dos pneus estava furado. No momento que a médica foi conferir, acabou rendida. O homem usava uma faca para ameaçar a vítima que foi levada no próprio carro até aos arredores da cidade.

A médica teria ficado na mata sob a guarda da mulher enquanto o homem retornou para a cidade, onde abandonou o carro com todos os pertences da médica. Depois o homem pegou um táxi e se dirigiu ao bairro Três Vendas, onde havia deixado o Fiat Uno usado para levar Tamires ao interior de Itá e depois ao Paraná.

A polícia descobriu que o mentor do sequestro teria alugado uma casa no interior de Itá, no Alto Uruguai Catarinense e que ficou desconfortável quando leu a notícia sobre o sequestro em um site. Neste momento ele resolveu mudar de cativeiro. Temendo que o carro tivesse sido identificado, alugou outro veículo e retornaram para o Paraná, onde alugou uma casa em Cantagalo, distante 30 km de Laranjeiras do Sul, cidade onde o pai da vítima é prefeito pelo terceiro mandato e candidato a reeleição.

A casa que servia de cativeiro para a médica estava sem móveis, mas tinha luz ligada. Depois que a polícia interceptou uma das ligações feitas pelo “sequestrador” descobriu que o telefonema partiu da cidade de Cantagalo, mas faltava descobrir o local exato. A casa só foi descoberta porque no momento que uma equipe da polícia passava a luz dessa casa foi desligada, contou o delegado Ceccon na coletiva.

Quando os policiais invadiram a casa a mulher que fazia a vigilância da médica pulou por uma janela dos fundos e só foi encontrada mais tarde em uma casa vizinha. A médica estava retida no corredor da casa e só tinha acesso ao banheiro. 

Ainda na coletiva o delegado Ceccon contou que o inquérito não foi encerrado e que a polícia não tem nenhuma informação do envolvimento de algum morador de Erechim com o sequestro da médica. 

A polícia de Erechim confirmou na manhã desta sexta-feira(23) que uma das mulheres presas em Laranjeiras do Sul, suspeita de envolvimento no sequestro da médica Tamires foi colocada em liberdade depois que prestou depoimento na DP de Erechim, na noite de ontem. Ela é mulher do mentor do sequestro, o vigilante bancário e teria comprovado que não se envolveu e até desconhecia o envolvimento do marido no caso. A informação foi dada pelo delegado Gustavo Ceccon, em coletiva à imprensa.

A operação policial desencadeada em Erechim, teve também a participação do serviço de inteligência da Polícia Rodoviária Federal.

No dia do sequestro, o casal que rendeu Tamires quando saia da Unidade Básica de Saúde, no bairro Aldo Arioli, ficou durante toda a manhã esperando pela saída da médica. Quando ela chegou no carro foi avisada pelo casal que um dos pneus estava furado. No momento que a médica foi conferir, acabou rendida. O homem usava uma faca para ameaçar a vítima que foi levada no próprio carro até aos arredores da cidade. A médica teria ficado sob a guarda de uma mulher, enquanto o homem retornou para a cidade, para abandonar o carro com todos os pertences da médica. Depois o homem pegou um táxi e se dirigiu ao bairro Três Vendas, onde havia deixado o Fiat Uno usado para levar Tamires ao interior de Itá e depois ao Paraná.

O delegado Ceccon contou que nenhum dos três suspeitos tem passagens pela polícia e também afirmou que o vigilante bancário planejou tudo sozinho e pesquisou a rotina da médica pessoalmente em Erechim, um dia antes da execução do crime. A médica foi levada de Erechim para o interior da cidade de Itá, no Oeste de Santa Catarina, onde havia alugado uma casa para o cativeiro. O sequestrador mudou de planos depois de ler uma matéria sobre o caso em um site, alugando outra casa, desta vez em Cantagalo e levando a vítima para aquela cidade, onde foi localizada pela polícia e libertada.

O delegado contou que Tamires fez parte da viagem até o Paraná, aprisionada no porta malas do UNO, mas que não sofreu nenhum tipo de violência física. Antes de estourar o cativeiro, um dos suspeitos estava nas proximidades da casa, foi perseguido e preso.

Quando os policiais entraram na casa, a mulher que vigiava Tamires pulou por uma das janelas e se escondeu na casa vizinha, onde foi localizada mais tarde. A médica estava presa no corredor da casa e só tinha acesso ao banheiro, mas recebeu alimentação e água neste período.

A polícia também confirmou que o resgate não foi pago e que o primeiro contato pedindo os R$ 2 milhões aconteceu na noite do dia do sequestro. Foi por conta de outras duas ligações dos sequestradores para o pai de Tamires que a polícia localizou a cidade do cativeiro, no Paraná.

A polícia não encerrou o inquérito e faz mais investigações para checar os depoimentos dos três presos.

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