Foto: Reprodução
Ainfidelidade é vista como uma das situações mais graves na vida de um casal. Na verdade, até algumas décadas atrás, o adultério era legalmente punível em vários países, incluindo o Brasil.
Porém, há uma tendência que cresce e se expande a cada dia que chama a atenção não só da sociedade, mas também de estudiosos e psicólogos. Seu nome é “cuckolding” e vem do equivalente em inglês de “colocar chifres”.
O que começou como uma preferência sexual atípica de um pequeno grupo de pessoas, cujos participantes eram apontados com o dedo quase como “pervertidos”, tornou-se um fenômeno massivo.
A modalidade peculiar consiste em que uma mulher tenha relações sexuais com outro homem e, a seguir, conte, em detalhes, a experiência que viveu ao namorado ou marido. Presumivelmente, após a história, a chama da paixão no casal se reacende com grande intensidade.
Segundo Dr. Walter Ghedin, psiquiatra e sexólogo, a traição é uma variável em relacionamentos abertos. Em geral, os casais que vivem essa modalidade de relação concordam que podem ter relacionamentos com outras pessoas, mas há certas diretrizes que devem ser atendidas: os relacionamentos fora do casal são puramente sexuais (ao contrário do poliamor) e que os detalhes do encontro não devem ser escondidos.
Para o especialista, “é necessário então deixar claro que ser o protagonista da traição visa alcançar altos níveis de excitação com outras pessoas, mas o ciúme, a censura ou qualquer outra reclamação não devem aparecer. Em qualquer caso, se a prática traz mais problemas do que benefícios, o casal terá que decidir como seguir em frente ou acabar com a situação”.
Atualmente, o fetiche desperta grande interesse nos profissionais da psicologia. Eles se perguntam o que leva os homens a gostarem de ver suas parceiras em um relacionamento sexual com outra pessoa ou de ter uma experiência dessas.
Algumas teorias – as mais radicais – explicam a partir da presumida bissexualidade reprimida; outras teorias dizem que depende do orgulho de ser livre que os homens sentem assim que ocorre a traição. Não existem com consenso na psicologia quando o assunto é “gostar de ser traído”.
Questionado sobre se “os homens traídos” aparecem em seu consultório, Ghedin afirmou:
“Na prática clínica existem alguns casais que fantasiam sobre isso, mas poucos são os que se atrevem a praticá-lo. A inclusão de um terceiro no mesmo ato é mais tolerada do que saber que seu parceiro está fazendo sexo com outra ou outras pessoas e que você não está no controle da situação, mesmo que eles lhe digam o que aconteceu depois. Existem pessoas que buscam novos estímulos, ficam entediadas com a monotonia e estão atentas às novas práticas. A necessidade de se aventurar em formas mais arriscadas de excitação os encoraja a ir em frente e propô-los a seus parceiros. Em alguns casos encontram eco nos seus pedidos, noutros uma rejeição marcada”.
Ele prossegue: “Quando um homem heterossexual convencional se atreve a visualizar sua esposa violando seus votos matrimoniais e possivelmente a encorajando a fazer isso, ele está desempenhando um papel vital no que podemos chamar de ‘dupla transgressão’ das normas sociais”, explicou ele.
O especialista detalhou as duas transgressões em que o homem incorreria: “Por um lado, ele se visualiza como ‘traído’, mas está no controle total da infidelidade, por isso suas ‘fantasias proibidas’ podem ser especialmente gratificantes”.
O psicólogo David Ley, disse: “É essencial compreender que o que poderia ser humilhante imaginar sua esposa tendo relações sexuais com outro homem, pode se transformar em algo que não humilha de nenhuma forma, mas torna-se tremendamente erótico”, em entrevista à Psychology Today.
Jornal Ciência
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