Bichos
Foto: Glades Steffler, especial para o Guia Crissiumal

A família do agricultor Edson Steffler, na localidade de Linha Cotricampo, no interior de Crissiumal, recebeu em sua propriedade a visita de um tamanduá mirim.

Segundo a professora Glades Steffler, esposa de Edson, o animal acordou a família por volta de 00h30min desta quinta-feira, dia 02 de janeiro de 2020.

“Ele estava assustado, talvez pelos cachorros e chegou a entrar na nossa casa”, relatou a professora. Ela ainda destacou que o animal parecia uma fêmea prenha.

Na sequência a família Steffler soltou o animal em uma área de mata mais fechada, evitando a aproximação de cães.

O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), ao contrário de outras espécies, ainda é um mamífero preservado na fauna brasileira. Mas pesa contra a sua manutenção uma atividade cada vez mais frequente em seu habitat: a redução das florestas em razão das queimadas, o que geralmente elimina a sua principal fonte de alimento: formigas, cupins e larvas.

Aliás, para se alimentar, normalmente ele utiliza uma técnica bastante simples: vale-se de suas fortes garras (quatro ao todo) para fazer buracos no cupinzeiro e, com a língua pegajosa, capturar os insetos, guiado sobretudo por um olfato apuradíssimo, que compensa as fracas visão e audição.

O grande problema é que, por causa de seus baixos níveis metabólicos, o tamanduá-mirim tem longos períodos de gestação e um número reduzido de crias, daí a preocupação constante com o seu bem-estar.

Em razão de seus hábitos noturnos, dificilmente é visto de dia. É essencialmente solitário e só encontra um par na época do acasalamento. Tanto que numa área de 350 a 400 hectares pode-se encontrar dois animais da mesma espécie.

Como característica física principal, tem cabeça, pernas e parte anterior do dorso com uma coloração típica, amarelada. Já o restante do corpo é negro, formando uma espécie de colete. O tamanduá-mirim pesa até cinco quilos e vive aproximadamente nove anos.

Guia Crissiumal