Tempo
Ipês famarelos naa BR-468, em Três Passos. Foto: Luís Carlos Pez/Arquivo/Três Passos News

As estações do ano são fenômenos naturais e ocorrem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol. “O instante exato do início de uma estação do ano é determinado por uma posição específica da Terra em sua órbita”, explica a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia.

Segundo ela, o instante do equinócio de setembro é aquele em que o Sol cruza o equador celeste, que é a extensão do equador terrestre, indo de Norte para Sul. No Hemisfério Sul é o equinócio de primavera e no Hemisfério Norte é o equinócio de outono. As estações do ano são marcadas pela maneira como os raios solares incidem nos hemisférios. Além da temperatura, um dos efeitos que evidenciam as estações é a variação dos comprimentos dos dias, ou seja, a quantidade de tempo que o Sol fica acima do horizonte.

Dias e noites com a mesma duração

No início da primavera, os dias terão aproximadamente a mesma duração das noites, e no Hemisfério Sul, os dias vão ficando cada vez maiores e as noites cada vez menores, até o dia com maior presença do Sol no ano, que ocorre no início do verão, que em 2025 será em 21 de dezembro às 12h03min.

Aumento de temporais

A MetSul destaca que a primavera é o período no ano no Sul do Brasil com maior frequência de tempestades, não raro severas com intensos vendavais e granizo, mas a frequência e intensidade dos temporais varia a cada ano. São comuns sistemas convectivos de mesoescala, grandes aglomerados de nuvens carregadas, que se formam no Nordeste da Argentina e no Paraguai que depois avançam para o Sul do Brasil ou Mato Grosso do Sul, especialmente a partir de meados dos meses de outubro e novembro.

Neste ano, com o Pacífico Leste mais frio do que o normal, a MetSul avalia que a frequência de tempestades não será tão alta como se estivéssemos sob El Niño, caso de 2023, mas quando os temporais ocorrerem podem ser muito fortes pelo maior contraste térmico entre massas de ar frio e quente. Por isso, episódios de vendavais intensos e destrutivos localizados não necessariamente serão frequentes, mas quando ocorrerem podem ser severos.

Os tornados mais graves dos últimos 20 anos na primavera no Rio Grande do Sul se deram na maioria sob La Niña ou Pacífico mais frio que a média, caso de outubro de 2000 em Viamão (RS). Enfatizamos que, por tendências históricas, o risco de granizo é especialmente mais elevado quando o Oceano Pacífico está frio ou sob La Niña, como é o caso da primavera deste ano, e, assim, há risco de temporais pontuais com granizo mais intensos nesta estação.

Temperatura na primavera

Como estação de transição para o verão, na primavera aumenta a frequência de dias de calor e diminui os de frio. O começo da estação ainda tem características mais amenas e até com frio em alguns dias mais ao Sul, ao passo que o final já tem padrão típico de verão. Os dias de calor no Sul aumentam, especialmente entre novembro e dezembro, quando algumas jornadas são muito quentes com possibilidade de ondas de calor e marcas perto ou acima de 40ºC. No Centro-Oeste do Brasil, ao contrário, à medida que começa a estação chuvosa, sobretudo entre novembro e dezembro, diminuem os dias de calor excessivo.

A tendência é de uma primavera sem grandes desvios da média de temperatura na maior parte do Centro-Sul do Brasil. O Norte da Região Sul, o Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo apresentam maior probabilidade de temperatura acima da média durante a estação. Chuva mais frequente no Mato Grosso e em Minas Gerais pode levar as marcas para valores próximos da climatologia e em alguns pontos até abaixo.

No Rio Grande do Sul, a tendência é de uma primavera com temperatura perto ou pouco acima da média histórica. Massas de ar frio ainda alcançam a região, mas com frequência cada vez menor e episódios cada vez mais curtos de temperatura baixa. Por outro lado, o ingresso de ar quente se torna cada vez mais comum, aumentando os dias de calor, em especial a partir de novembro. Alguns dias de calor intenso já ocorrem em outubro, mas tendem a ser mais recorrentes em novembro e principalmente em dezembro.

Receba as principais notícias no seu celular:

https://chat.whatsapp.com/FgbjSTIljFc3kF3Od5lWfx

Siga-nos no Facebook:

https://www.facebook.com/www.trespassosnews.com.br

Correio do Povo