O mês de outubro, que começa nesta quinta-feira (1º), deve ser marcado por um cenário de contrastes no Rio Grande do Sul.
Segundo a Climatempo Meteorologia, além da expectativa de chuva frequente nos primeiros dias do mês, os gaúchos também devem enfrentar temporais, variações acentuadas de temperatura e períodos de calor mais intenso ao longo das próximas semanas.
Tradicionalmente, outubro marca a transição para condições mais quentes no Sul do Brasil. As tardes tendem a ficar mais abafadas, enquanto as madrugadas e noites ainda podem registrar temperaturas amenas e até frio em algumas regiões.
Ao mesmo tempo, cresce o volume de chuva, favorecido pela passagem de frentes frias e pelo avanço de ar quente e úmido vindo do Norte do país.
Na primeira semana do mês, a previsão indica ocorrência frequente de chuva com risco de temporais, principalmente no Norte do Rio Grande do Sul.
Mesmo com o avanço gradual do calor, algumas frentes frias podem provocar quedas expressivas de temperatura. A previsão também aponta possibilidade de geada tardia nas áreas mais elevadas das serras e em localidades próximas à fronteira com o Uruguai.
Na segunda metade do mês, a instabilidade deve continuar presente. O cenário segue favorável à ocorrência de temporais, com chance de queda de granizo em diferentes pontos da região.
Outro destaque de outubro será o aumento dos períodos de calor. Conforme o mês avança, a tendência é de que ocorram picos mais elevados de temperatura, alternando com a chegada de sistemas que trazem chuva e refresco.
Também há risco de formação de um ciclone extratropical próximo à costa gaúcha ao longo do mês.
No cenário climático mais amplo, o Oceano Pacífico Equatorial segue em processo de resfriamento e caminha para a formação de um novo episódio de La Niña durante a primavera. A expectativa é de que o fenômeno tenha curta duração e intensidade entre fraca e moderada.
Segundo a análise mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgada em 29 de setembro, a probabilidade de formação do La Niña é de 71%.
A influência desse fenômeno favorece a passagem de frentes frias pelo Sul e pelo Sudeste do Brasil, além de ajudar na formação de corredores de umidade que podem intensificar os volumes de chuva em outras regiões do país.
G1 RS
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