O solstício de inverno, que ocorrerá às 5h25min da madrugada deste domingo, dia 21 de junho, marcará oficialmente a chegada da estação mais fria do ano. Mesmo assim, a MetSul Meteorologia reforça que, na prática, as condições climáticas já são invernais no Rio Grande do Sul, com predomínio de frio desde o começo de maio. Até então, foram mais de 20 dias de temperatura abaixo de zero com marcas de até 6ºC negativos no Estado na segunda metade do outono.
O solstício de inverno, que ocorrerá às 5h25min da madrugada deste domingo, dia 21 de junho, marcará oficialmente a chegada da estação mais fria do ano. Mesmo assim, a MetSul Meteorologia reforça que, na prática, as condições climáticas já são invernais no Rio Grande do Sul, com predomínio de frio desde o começo de maio. Até então, foram mais de 20 dias de temperatura abaixo de zero com marcas de até 6ºC negativos no Estado na segunda metade do outono.
Na segunda metade do inverno, a tendência é que a atmosfera comece a ter um maior aquecimento com diminuição dos dias de frio e aumento de ocorrências de temperatura mais alta, inclusive com dias quentes e de calor em agosto e setembro. Mesmo assim, ainda ocorrerão episódios de frio, apenas que mais pontuais.
Um ou dois eventos de frio podem ser muito fortes na segunda metade da estação e há precedentes sob El Niño de episódios surpreendentes de neve com acumulação, no fim de julho, agosto e o começo de setembro.
Chuva acima da média
A MetSul aponta ainda que o El Niño começará a impactar o regime de chuva no RS no decorrer da estação. Inicialmente, a chuva mais volumosa afetará Santa Catarina e o Paraná, mas com o passar das semanas afetará mais o Estado, especialmente no Oeste e na região Norte, onde está a maioria das nascentes dos principais rios gaúchos.
Embora julho já possa ter chuva acima da média em parte do Estado, em especial na região Norte, a precipitação deve aumentar em agosto e, sobretudo, setembro. Será quando o risco de cheias de rios aumentará muito com enchentes. Não se pode afastar a possibilidade de enchentes de médio a grande porte nas bacias do Oeste, como Uruguai e Ibirapuitã, e de rios que nascem no Norte, como Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí.
Aumento nos temporais
Ainda segundo a MetSul, a segunda metade do inverno, além do aumento considerável da chuva, deve registrar ainda um aumento da frequência de temporais. O El Niño costuma causar numerosos episódios de tempo severo com granizo e vendavais, principalmente no fim do inverno e na primavera. Os mais graves, inclusive, podem vir com tornados.
A estação mais fria do ano marca ainda o auge da ocorrência de ciclones extratropicais no Atlântico. Há estudos mostrando que o El Niño pode aumentar o impacto destes ciclones no Rio Grande do Sul. No último episódio de El Niño, em 2023, ciclones intensos causaram vento com força destrutiva e chuva excessiva no Rio Grande do Sul durante o inverno.
Correio do Povo
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