O mês de julho começa com a atuação de uma intensa massa de ar polar no Rio Grande do Sul, trazendo temperaturas muito baixas principalmente nos primeiros dias. Historicamente o mês mais frio do ano no Estado, julho deve manter esse padrão nos primeiros dias, mas não deve repetir o excesso de chuvas observado em maio e junho.
De acordo com a MetSul Meteorologia, a previsão para o RS em julho é de chuva abaixo ou próxima da média histórica, o que representa uma mudança significativa em relação aos meses anteriores, que foram marcados por acumulados extremos e enchentes em diversas regiões. Apesar disso, áreas do Sul gaúcho ainda podem sentir reflexos de instabilidades vindas do Uruguai e do Centro da Argentina, onde há expectativa de precipitações acima da média.
Em Porto Alegre, a média histórica de temperatura mínima em julho é de 10,4 °C e a máxima, de 19,7 °C — os menores índices do ano. A capital também costuma registrar chuvas frequentes neste mês, com média de 163,5 mm, a mais alta entre os meses do calendário. Ainda assim, para 2025, a tendência é de volumes mais baixos em diversas regiões do Estado, em parte devido à forte massa de ar seco associada ao frio intenso do início do mês.
A análise da série climatológica indica que o mês de julho tem se tornado mais frio e chuvoso nas últimas décadas, mas o comportamento específico de 2025 deve fugir parcialmente desse padrão, com temperaturas dentro da média histórica ou ligeiramente abaixo, especialmente no Sul do Estado.
Frio mais forte na primeira semana
O auge do frio deve ocorrer nos primeiros três dias do mês, com marcas bastante abaixo da média em todo o Rio Grande do Sul. A partir da segunda semana, os termômetros tendem a subir, com tardes mais agradáveis e menores chances de geada.
Segundo os modelos de previsão climática, não estão previstas ondas de frio tão intensas quanto as observadas em junho, especialmente na metade final de julho. Ainda assim, a possibilidade de um novo episódio de frio no fim do mês não está descartada.
O mês de julho marca também a continuidade do período de neutralidade no Oceano Pacífico, sem a presença dos fenômenos El Niño ou La Niña, o que contribui para padrões de tempo mais próximos da média em muitas regiões. No caso do Rio Grande do Sul, isso favorece uma maior estabilidade do tempo a partir da segunda quinzena.
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