Sexo
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Que sexo é bom todo mundo sabe, mas você imaginava que o orgasmo também faz bem para a pele? É isso mesmo: transar pode levar à liberação de hormônios responsáveis por deixar a cútis macia e com aspecto saudável, além de dar aos cabelos aquela aparência brilhosa e hidratada. Para marcar o Dia do Sexo, celebrado neste domingo (6), conversamos com especialistas que explicam essa relação em ter uma vida ativa na cama e uma tez de dar inveja.

Um estudo do psicólogo David Weeks, do Royal Edinburgh Hospital, no Reino Unido, apontou que pessoas com maior atividade sexual aparentavam ser até sete anos mais novas do que as que faziam menos sexo – o especialista entrevistou pacientes de diferentes faixas etárias durante uma década. Na prática, explica a médica Simone Regina Vaccaro, o ato sexual desencadeia uma carga hormonal com diferentes impactos no corpo.

Primeiro, a testosterona comanda o processo de excitação na mulher e tem relação direta com a libido feminina – mesmo que seja comumente ligada à sexualidade masculina. Com o corpo exitado, ocorre um processo de vaso dilatação no organismo e lubrificação vaginal. O orgasmo marca o auge do ato e, quando ele chega, provoca a intensificação da vaso dilatação pelo corpo, taquicardia e a liberação de hormônios importantes que impactam na sensação de bem-estar.

– Um deles é a oxitocina, que é produzida na hipófise. Ela tem inúmeras funções e, na relação sexual, tem a ver com o prazer. Seus níveis aumentam com o orgasmo e há uma relação parecida com os neurotransmissores do bem-estar, a serotonina, por isso ficamos bem, felizes, calmas, induz o sono, diminui estresse, tem essa função de relaxamento – conta a ginecologista e obstetra.

Mas, e a pele? A especialista Simone joga luz sobre outro ponto essencial: a produção de estrogênio.

–  Ele é o hormônio feminino, temos mais do que os homens, e é o hormônio da pele e do cabelo. Como tivemos uma vaso dilatação periférica com o orgasmo, muitos vasos sanguíneos, muita hidratação nos tecidos e cabelos, há estudos mostrando essa relação de uma pele melhor em razão do orgasmo – destaca.

Na opinião da dermatologista Juliana Catucci Boza, ainda falta um número consistente de pesquisas científicas para comprovar especificamente a relação entre o sexo e a boa pele, no entanto, a ligação hormonal entre os dois não pode ser descartada. Integrante da secção gaúcha da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a médica busca uma visão mais ampla sobre o tema:

– É reconhecido que o sexo desencadeia a liberação de hormônios e neurotransmissores relacionados com a sensação de bem-estar. Neste sentido, existe o eixo pele-cérebro. A pele e o cérebro são os dois primeiros órgãos a se formar no organismo, através do ectoderma. Por ter essa mesma origem embriológica, tanto situações de estresse emocional quanto atividades que levem ao bem-estar podem ter repercussão na saúde como um todo.

A dermatologista Larissa Leopoldo também afirma que é preciso cautela para associar diretamente o ato sexual a uma pele saudável. Para a médica, o caminho mais correto é buscar a relação de uma vida ativa na cama à sensação de se sentir bem e relaxado.

– Sabemos que ter uma vida sexualmente ativa impacta no aumento da qualidade de vida e sensação de bem-estar pessoal. A pele, assim como toda a nossa saúde, está sob os efeitos dos nossos sentimentos e vivências emocionais, tanto para melhorar como para piorar – ressalta Larissa.

Donna/GZH