A circulação de bicicletas e scooters elétricas virou motivo de preocupação nas grandes cidades brasileiras. Cada vez mais jovens são vistos conduzindo esses veículos em meio a carros, motos e pedestres, muitas vezes sem capacete, sem noção das regras de trânsito e sem qualquer orientação sobre riscos.
Aliança Bike, o Brasil já tem frota superior a 300 mil bicicletas elétricas em circulação, e o mercado segue em expansão. Em 2024, foram 53.591 novas e-bikes e cerca de 160 mil autopropelidos entrando nas cidades.
O problema é que o crescimento veio acompanhado de acidentes. No Espírito Santo, os registros envolvendo bikes elétricas saltaram de 45 acidentes e 1 morte em 2024 para 303 acidentes e 5 mortes em 2025. Apenas entre janeiro e abril de 2026, já foram 205 acidentes e 2 mortes.
No Rio de Janeiro, dados divulgados pela BandNews apontam que os acidentes com bikes elétricas cresceram 244%, enquanto os sinistros com autopropelidos aumentaram 179% entre 2024 e 2025.
A polêmica também chegou a Santa Catarina. O Ministério Público recomendou que Dionísio Cerqueira regulamente a circulação de bicicletas e patinetes elétricos, com definição de locais permitidos, limites de velocidade, equipamentos de segurança e campanhas de conscientização.
Pelas resoluções do Contran, bicicletas elétricas e autopropelidos devem seguir regras, cabendo aos municípios regulamentar a circulação nas vias, ciclovias, calçadas e áreas de pedestres.
Especialistas alertam que, sem educação no trânsito, fiscalização e orientação às famílias, a popularização desses veículos pode transformar uma alternativa de mobilidade em uma nova fonte de tragédias.
Aliança Bike, Contran, A Gazeta, BandNews e MPSC
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