A paralisação nacional dos caminhoneiros prevista para esta quinta-feira (19) foi cancelada após a publicação da Medida Provisória nº 1.343/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada por lideranças da categoria após o governo endurecer as regras para o transporte rodoviário de cargas e estabelecer multas que podem chegar a R$ 10 milhões.
Medida provisória endurece fiscalização do frete
A nova MP amplia o controle sobre o setor e estabelece punições severas para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete.
Multas podem chegar a R$ 10 milhões
As penalidades variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, além da possibilidade de impedimento para firmar novos contratos de transporte.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também passa a ter mais autonomia para fiscalizar e bloquear operações irregulares.
Registro obrigatório de fretes aumenta controle
Outro ponto central da medida é a obrigatoriedade do registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Sistema permitirá bloquear fretes abaixo do valor legal
Com a nova regra, fretes realizados abaixo do piso poderão ser automaticamente barrados, aumentando a transparência e a segurança nas relações comerciais do setor.
Autônomos não serão penalizados
A medida não prevê sanções para caminhoneiros autônomos, o que foi interpretado pela categoria como uma proteção ao trabalhador individual.
Empresas podem ter autorização suspensa
Nos casos mais graves, transportadoras que descumprirem as regras poderão ter a autorização de funcionamento suspensa ou até cancelada.
Negociações sobre o diesel continuam
Apesar da suspensão da greve, o governo federal segue em negociação para reduzir os impactos do aumento do diesel, incluindo possíveis mudanças no ICMS dos combustíveis.
RBN
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