Elizangela, 49 anos, Gisele, 17 anos e Daiane Bauermann, 25, mãe e filhas, que morreram em uma acidente registrado na BR-285, em Colorado, no norte do Estado, na manhã desta segunda-feira (22) se deslocavam em direção a Carazinho quando colidiram frontalmente com uma carreta.
Em meio à dor da perda, familiares tentam encontrar conforto nas lembranças deixadas pelas três. A prima de Elizângela, Ivanete da Silva Pinto, relembrou a convivência próxima, a rotina familiar e os sonhos interrompidos de uma mãe dedicada às filhas e de duas jovens que tinham planos para o futuro.
Ivanete falou sobre a convivência próxima que mantinha com as três e descreveu uma família marcada pela união. Segundo ela, a casa onde moravam era ponto frequente de encontros entre parentes.
— De vez em quando ela vinha aqui com a gente. A gente é uma família grande. Ela morava em frente à casa da minha mãe e vinha quase todos os dias tomar chimarrão. Se estávamos fazendo alguma coisa, chamávamos ela. Era uma convivência muito boa. Elas eram muito tranquilas, daquelas pessoas que não incomodam ninguém — relatou Ivanete.
A tragédia aconteceu justamente durante uma atividade que fazia parte da rotina da família. Conforme a prima, Daiane, a filha mais velha, trabalhava em Não-Me-Toque e costumava passar os fins de semana em casa, ao lado da mãe e da irmã mais nova.
— A Daiane vinha passar o fim de semana em casa quando tinha folga. Na segunda-feira de manhã, a Elisângela levava ela até a entrada de Carazinho, onde pegava o ônibus para ir trabalhar. Foi por isso que aconteceu o acidente. A Daiane tinha passado o fim de semana com elas e as duas estavam indo levá-la — contou.
Mãe dedicada às filhas

Viúva há cerca de 10 anos, Elizângela dedicava grande parte da vida às duas filhas. Segundo Ivanete, a relação entre elas era extremamente próxima.
— Ela era uma mulher muito sensível. As filhas eram a vida dela. Como ela era viúva há muitos anos, eram só as três juntas — afirmou.
A prima também lembrou que Elizângela havia passado por outro momento difícil recentemente. Ela cuidou do pai até os últimos dias de vida.
— O pai dela morreu há pouco tempo. Ficou bastante tempo debilitado e ela cuidou dele até o final — relatou.
Sonhos interrompidos
Daiane, a filha mais velha, já havia concluído a graduação em Administração e trabalhava em uma empresa da região. Conforme a familiar, ela estava construindo sua trajetória profissional e gostava de viajar.
— Ela já tinha feito faculdade de administração, estava formada e trabalhava. Inclusive, a última viagem que fez foi para o Rio de Janeiro. Estava muito feliz — lembrou Ivanete.
Já Gisele, a caçula, tinha 17 anos e estava prestes a concluir o ensino médio. O aniversário de 18 anos seria celebrado em julho.
— Ela iria completar 18 anos no dia 13 de julho. Ainda não tinha decidido qual faculdade faria. Nós conversávamos sobre isso e ela pensava em fazer algum cursinho antes de escolher a profissão — contou a prima.
Gaúcha ZH
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