O policial militar Igor Giusep Guerra, de 32 anos, morreu na terça-feira (12) em Chapecó, Santa Catarina. A vítima foi internada em estado grave após sofrer um acidente na BR-386, em Frederico Westphalen, no sábado (9).
— Ele sempre foi altruísta com todo mundo, humilde, corajoso, dedicado, ele fazia de tudo pelos outros, sempre via os outros como prioridade — relatou a companheira de Igor, Raquel Odorcik.
A vítima era policial militar há nove anos e fazia parte do 2º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira, atuando como cabo. Ele morava em Frederico Westphalen e se deslocava pra São Carlos, Santa Catarina, para trabalhar.
— Minha última memória foi dele me acordando antes de ir pra trabalhar, dizendo “eu te amo” e me dando vários beijinhos no rosto. Mais uma coisa que ele me ensinou: a nunca se despedir sem dizer “eu te amo” — contou Raquel.
Igor era apaixonado por boxe e dava aulas. Recentemente descobriu a corrida e planejava correr a prova do Rio do Lastro:
— Ele era muito determinado, se inscreveu na primeira meia maratona dele, que coincidentemente seria na mesma cidade que ele faleceu, aqui em Chapecó.
Além dos hobbies, Guerra gostava animais, era vegetariano e tinha duas cadelas chamadas Maria e Catarina. Para Raquel, seu companheiro era uma das pessoas mais sociáveis que conheceu:
— Ele tinha amigos de quando jogava futebol, do ensino médio, do bairro, da faculdade, amigos da Polícia Militar, e até os colegas que fizeram o curso de formação lembram dele… eu nunca recebi tantas mensagens de carinho.
Doador de órgãos
Em um último ato de altruísmo, o cabo doará órgãos na noite desta quinta-feira (13). Guerra sofreu uma lesão axonal difusa nível três, que causou morte encefálica.
A vítima manifestou recentemente seu desejo à mãe e familiares autorizaram a doação.
— Já têm doadores confirmados para córneas, fígado e rins. Ao mesmo tempo que a gente tá vivenciando o pior momento das nossas vidas, tem alguém vai receber uma segunda chance… Alguém vai poder enxergar de novo e vai ter muita sorte de receber um pedacinho dele. — disse Raquel, emocionada.
A doação de órgãos para mortos no Brasil é um processo que envolve a autorização da família do doador e a avaliação médica do órgão.
Após a morte, a equipe médica comunica o falecimento e explica o processo de doação. Se houver autorização, os órgãos são avaliados, preservados e enviados para quem está esperando. O processo é realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Relembre o acidente

O acidente aconteceu por volta das 6h30min de sábado (9) e envolveu quatro veículos. A colisão ocorreu no km 14 da BR-386, entre Frederico Westphalen e Iraí, no norte do Estado.
Seis pessoas ficaram feridas, incluindo Igor, que foi encaminhado no dia de transporte aéreo para Chapecó, em estado grave.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Seberi, o acidente envolveu uma Ford Ranger, com quatro ocupantes, um Volkswagen Gol, com um ocupante, um Fiat Strada, com dois ocupantes, e um Toyota Corolla, também com dois ocupantes.
A Ranger seguia no sentido Iraí-Frederico Westphalen quando invadiu a pista contrária e bateu de frente no Gol — atrás dele estavam os outros dois veículos que também foram atingidos.
Gaúcha ZH
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