O motorista que causou um acidente no domingo (11), na RS-153, em Passo Fundo, está com a carteira nacional de habilitação (CNH) suspensa desde 2023 por embriaguez ao volante. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga a colisão que deixou uma pessoa morta e outra ferida.
Identificado como Evandro Stefani, 50 anos, ele compareceu à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (14).
No domingo, Stefani dirigia uma caminhonete Blazer quando tentou manobrar para acessar a rodovia, no km 135, mas acabou cortando a frente de uma motocicleta. A passageira da moto, Marindia Woll Pinheiro, de 51 anos, morreu no local. O piloto da moto e marido da vítima, de 56 anos, segue internado em estado grave.
Conforme a polícia, Stefani teve a CNH suspensa por embriaguez ao volante de forma administrativa em 2023. Em depoimento nesta quarta ele alegou que não sabia dessa condição da suspensão. A defesa de Stefani afirmou conhecer somente uma infração administrativa junto ao Detran.
O depoimento
Acompanhado do advogado e da mãe, que também estava no carro, na manhã desta quarta-feira (14), ele compareceu à DHPP onde prestou depoimento. O relato do motorista levou cerca de duas horas, e o da mãe dele mais uma hora.
Conforme a delegada Daniela Mineto, responsável pela investigação, Stefani informou que estava em uma festa de comunidade desde o início da tarde do domingo. A mãe dele seria organizadora do evento e, no momento do acidente, estava levando ela para casa. Ele relatou que antes de atravessar a pista não viu a aproximação da motocicleta.
— Ele nega que tenha ingerido bebida alcoólica nessa festa de comunidade, disse que se ausentou do local porque ficou muito nervoso e com a aglomeração de pessoas, e que alguns agiram com hostilidade próximo dele, ele acabou saindo, indo para a casa da mãe também a pé. Chegou lá e, por estar muito nervoso, resolveu que não retornaria ao local do acidente para buscar um auxílio de advogado — diz a delegada.
De acordo com a delegada, ele informou no depoimento que tentou solicitar socorro para os ocupantes da motocicleta.
— Também alegou que tentou solicitar o socorro, mas estava muito nervoso, foi auxiliado por um terceiro que chegou ao local, e, então, que ele teria saído do local do acidente após o chamamento do socorro — explica.
Agora, a Polícia Civil seguirá com as investigações do caso que, até o momento, é tratado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:
— A gente tem que buscar alguns outros elementos de prova, porque há uma informação de que ele estaria embriagado e que teria ingerido bebida alcoólica. Era uma festa de comunidade, todos se conhecem, muitas pessoas devem ter visto ele por lá. Vamos tentar buscar essa informação por testemunho — completa a delegada.
O que diz a defesa
O advogado de Stefani, Wellinton Gnoatto, aponta que o cliente negou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir:
— O investigado, da mesma maneira, também rechaça essa visão, essa fala que foi dita, não se sabe muito bem de onde surgiu essa fala, de que ele teria ingerido bebida alcoólica. Ele nega que tenha ingerido bebida alcoólica, é o que ele passou na prestação dos esclarecimentos, e o que ele relata é que naquele momento deu hostilização, ele ficou com receio, ficou com medo, e após acompanhar a mãe dele, ele não retornou no local por causa desse contexto.
Ainda segundo o advogado, Stefani coopera com as investigações e são aguardados documentos como o laudo do Instituto-Geral de Perícias para que toda a dinâmica do acidente possa ser esclarecida.
— Considerando a tragédia, o nível que foi, a gravidade que foi, nós entendemos que, pela mãe do investigado ser uma testemunha presencial, o próprio investigado estava conduzindo o veículo. A intenção primordial, nesse momento, é auxiliar nas investigações. Assim que vier um croqui do acidente, e a dinâmica, a defesa estará à disposição para novos esclarecimentos e, assim, podermos auxiliar na conclusão da autoridade policial.
Após o depoimento, Stefani foi liberado. O caso segue sendo investigado.
Gaúcha ZH
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