Trânsito
Mateus Venzke Grutzmann, 23 anos, era natural de Canguçu, no Sul do Estado. Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Parentes e amigos de Mateus Venzke Grutzmann, 23 anos, que morreu em uma colisão frontal entre duas carretas na BR-392 na última terça-feira (23), ainda não conseguiram velar o jovem. O corpo está em Pelotas e não foi liberado para o sepultamento. Segundo a família um exame de DNA será realizado em Porto Alegre, o que pode levar até 15 dias.

Mateus dirigia no sentido a Caçapava do Sul por volta das 7h de terça quando a carreta que conduzida por ele colidiu de frente com outra carreta, no km 204 da BR-392, em Santana da Boa Vista. Os veículos pegaram fogo e o caminhoneiro teve o corpo carbonizado. O outro motorista também morreu.

Segundo a tia da vítima, Andréa Venzke, a família reconheceu o corpo logo após o acidente:

— O meu sobrinho foi identificado na hora, mas devido a ele ter ficado carbonizado o IML recolheu e levou para Pelotas, onde está até agora.

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Na quinta-feira (25), os familiares receberam a notícia de que parte do material genético de Mateus precisava ser encaminhado a Porto Alegre, para a realização de um exame de DNA. Segundo eles, foi passado um prazo de até 15 dias para que o procedimento fosse finalizado.

— Estamos tentando ficar firmes para velar esse menino, mas a cada hora que passa é um sofrimento enorme. Queremos entender o motivo dessa demora, mas não temos a resposta — lamenta Andréa.

A família pretende velar o jovem em Canguçu, cidade natal do caminhoneiro.

Vítima deixa namorada grávida

Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal
Mateus era tradicionalista e seguiu o caminho do pai, que também é caminhoneiro.Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Tradicionalista, Mateus era técnico em agropecuária e também cursava Geologia, mas preferiu abandonar os estudos para seguir o caminho do pai, que é caminhoneiro. Aos 23 anos, o jovem deixa a namorada grávida com apenas três meses de gestação.

— Estava construindo a casinha dele e começando a família. Na segunda mesmo (dia 22) ele acompanhou a esposa no ultrassom. Era um menino muito responsável, trabalhador e honesto. Deixa um legado de uma enorme vontade de viver — lembra a tia Andréa.

O que diz o IGP

Procurado, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) afirma que é padrão a realização do exame de DNA para identificar corpos carbonizados ou em avançado estado de decomposição, mesmo com o reconhecimento da família. 

O IGP também destaca que o prazo médio para a finalização do exame é de 15 dias.

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Gaúcha ZH