Fenômeno
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Os moradores do Vale do Rio Pardo vão ter uma excelente oportunidade para observar a passagem de um “trem de satélites”. Os equipamentos foram lançados na quarta-feira, 29, na área do Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos. São 60 satélites que se somam aos 240 que já estão em órbita dentro do projeto Starlink, do bilionário Elon Musk. A intenção é levar internet de alta velocidade para todas as regiões da Terra, inclusive para locais remotos e de difícil acesso.

A ideia da empresa SpaceX, responsável pela iniciativa, é lançar ao espaço 1.584 satélites. Cada unidade pesa, aproximadamente, 219 quilos. Eles vão ficar em uma órbita distante 549 quilômetros do solo. Até atingirem esta altitude, os satélites percorrem um longo caminho e ficam visíveis no Brasil nas próximas semanas.

Em dezembro do ano passado, o grupo de satélites, chamado de “trem” em função da quantidade e do alinhamento, chegou a ser registrado enquanto passava pelo Vale do Rio Pardo. Agora, o novo conjunto lançado também fica visível no Rio Grande do Sul até atingir a órbita programada, quando então só pode ser observado com equipamentos especiais.

Quem quiser acompanhar ou registrar a viagem do trem de satélites pela região tem duas boas oportunidades até domingo. Eles ficam visíveis a olho nu no fim da madrugada deste sábado, 1º de fevereiro, quando cruzam o Vale do Rio Pardo pouco antes das 5h da manhã, do Sudoeste para o Nordeste.

Quem não quiser madrugar, pode aproveitar a passagem prevista para o começo da noite do próximo domingo, 2 de fevereiro. O trem de satélites cruza o Vale do Rio Pardo por volta de 19h30, do Sudeste em direção ao Noroeste do Rio Grande do Sul. Também é possível verificar os horários da passagem do grupo de satélites Starlink pelo site N2YO. Ele utiliza a localização do internauta para apresentar os melhores momentos para ver os equipamentos a olho nu, além de indicar o trajeto que vai ser percorrido.

ENTENDA

O lançamento de satélites realizado na última quarta-feira, 29, foi o segundo neste ano. A promessa do bilionário Elon Musk é de enviar ao espaço 60 novos equipamentos a cada duas semanas. O plano ambicioso é construir uma constelação gigante de 42 mil satélites. Para se ter uma ideia da dimensão do projeto, há cerca de 9.000 estrelas visíveis a olho nu ao redor da Terra.

Para que o trem fique visível, são necessários pelo menos quatro fatores: céu escuro e sem nuvens; o Sol deve estar entre 10 e 25 graus abaixo da linha do horizonte; o satélite deve estar pelo menos 25 graus acima do horizonte para que reflita a luz solar; e os raios do Sol devem atingir diretamente o satélite.

Portal Gaz