Variedades

Realizar uma grande feira multissetorial não é fazer um evento. É uma jornada. E, muitas vezes, uma verdadeira aventura de gestão, estratégia e propósito. Por trás de seis dias intensos de programação, negócios, entretenimento e conexões, existe um ciclo longo, silencioso e altamente estruturado. Foram 16 meses de preparação, iniciados ainda em janeiro de 2025 com reuniões semanais, decisões técnicas e uma construção coletiva que envolveu planejamento minucioso e execução disciplinada. Uma feira desse porte não nasce do improviso. Ela é fruto de método. Ao longo desse período, a organização trabalhou não apenas para repetir um modelo consolidado, mas para inovar. E inovar, em eventos territoriais, significa qualificar a experiência. O aproveitamento de um bosque que sempre esteve lá, mas que não fazia parte da feira tornou-se um novo ambiente de convivência e permanência. O estacionamento profissionalizado elevou o padrão de acolhimento já na chegada. A diversidade gastronômica ampliou o tempo de permanência e o consumo interno. A nova saída melhorou fluxos, valorizou expositores da extremidade de parque e gerou mobilidade. E os Dias Temáticos fortaleceram o vínculo com diferentes públicos, criando pertencimento e identidade. Tudo isso sustentado por um trabalho criterioso de infraestrutura. O parque foi preparado com esmero para ser mais do que funcional: tornou-se agradável, bonito e convidativo. Limpeza constante, organização visual e uma robusta operação de segurança com um grande sistema de câmeras, equipe reforçada de vigilância e forte presença da Brigada Militar garantiram tranquilidade para famílias, expositores e visitantes.


Outro pilar decisivo foi a comunicação. Durante meses, a feira foi posicionada estrategicamente, ganhando muita visibilidade, criando expectativa, desejo e reconhecimento. E, durante os seis dias do evento, a cobertura foi intensa, dinâmica e próxima do público, resgatando o contato humano, a energia do presencial e, sobretudo, valorizando um dos setores mais relevantes da economia regional: o agro. Mas talvez o maior diferencial tenha sido o capital humano envolvido. Quatorze comissões formadas por voluntários, assumiram responsabilidades com profissionalismo, dedicação e senso de pertencimento. Um modelo de governança colaborativa, que exige coordenação, confiança e liderança firme. E nesse ponto, a condução da presidência foi determinante: com uma gestão profissional, visão clara e convicção, imprimiu seu DNA em cada detalhe da feira. O resultado? Portões abertos, parque cheio, negócios acontecendo, famílias presentes e uma percepção coletiva inequívoca: foi histórico.

Porque, no fim das contas, uma grande feira não se mede apenas pelos seis dias em que acontece. Ela se mede pela capacidade de mobilizar um território inteiro por mais de um ano em torno de um propósito comum. E isso, definitivamente, a 18ª FEICAP alcançou.

Por Carton Cardoso