Estado
Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini / CP

O governador Eduardo Leite foi fortemente vaiado por manifestantes contrários ao seu pacote de mudanças na administração pública, durante o lançamento da operação RS Verão Total 2020, realizado neste sábado, 21, na avenida Beira-Mar de Capão da Canoa. Desde o momento em que foi anunciado, o chefe do Executivo foi alvo de xingamentos e rebateu os gritos opositores após cumprimentar as autoridades presentes. “Podem vaiar o quanto quiser, podem bater sineta o quanto quiser, nós não vamos nos desviar no nosso caminho de reformar esse Estado, de melhorar o Rio Grande para poder botar esse Estado para crescer”, defendeu, elevando o tom de voz.

Governador Eduardo Leite recebe vaia em Capão da Canoa

Governador do Rio Grande do Sul é vaiado em Capão da Canoa na abertura de verão

Posted by Tramandai em destaque on Saturday, December 21, 2019

Leite direcionou suas primeiras palavras justamente aos críticos de suas propostas. “Tenho, apesar dos 34 anos de idade, uma vida pública já de 15 anos. Sempre recebendo vaias e sempre crescendo em votações. Pode pesquisar no YouTube, na minha primeira Fenadoce lá de Pelotas fui extremamente vaiado. Depois, tive 90% de aprovação, tive 90% dos votos da minha cidade para governador. As vaias que estamos recebendo agora é porque tiramos a bunda da cadeira. As mudanças significam mexer na zona de conforto”, disse.

O governador defendeu que “desrespeito ao professor seria ver o caos que está as finança e não fazer nada”. “Seria nos omitirmos e deixarmos uma estrutura que não tem como se sustentar e cujo primeiro efeito já se sente no parcelemento dos servidores. Eu sempre disse que o atraso do pagamento é um dos primeiros sintomas de uma doença mais grave que, se não for tratada, vai levar o paciente a óbito”, afirmou, enquanto parte da plateia gritava retira. Ele completou argumentando que a razão para as reformas é a volta do pagamento em dia e da perspectiva de promoção na carreira.

Com gritos de “mentiroso” e “retira”, dezenas de professores, mesmo em menor número do que os simpatizantes do governo, fizeram mais barulho, munidos de apitos e cartazes como “Esse guri não deu bom”. Os apupos só cederam à execução dos hinos Nacional e Riograndense. A fala do ex-governador, Ranolfo Vieira Júnior, foi quase inaudível, coberta pelas manifestações de protesto.

Com informações do Correio do Povo